A Petição Rua António Pimentel foi entregue na Junta de Freguesia de Condeixa com destino à Câmara Municipal…caberá ao Município a decisão…e a nós todos (família, amigos, concidadãos e peticionários) a obrigação de estarmos presentes na inauguração.
Estamos certos que será um grande dia…
Ainda que sem confirmação oficial tive conhecimento que a Câmara Municipal se prepara para homenagear António Pimentel no próximo dia 24 de Abril de 2012, data do 14º aniversário do falecimento do artista.
Preâmbulo (da Petição)
Nas conversas com o amigo Cândido Pereira, vislumbrei uma mágoa e até impotência, por não ter conseguido a justa homenagem ao seu amigo de sempre e colega de escola António Pimentel.
Porque nestas coisas também é necessário, meteu-se a politica ao barulho mas nem as “cunhas” resultaram…Ficaram as dúvidas e os porquês.
O amigo Raul Mendes Silva lá do Brasil impulsionou.
Eu meti mãos à obra pelos três amigos: Cândido, Raul e Pimentel.
Nunca conheci o homem a que chamavam Topi, mas por aquilo que conheci do Artista, merece mais do que uma rua.
Só espero que por dignidade e respeito, caso se concretize a obra, que a rua seja condigna e não se pareça tanto com uma quelha mas mais com uma Avenida.
Mas como nestas coisas a vida atraiçoa, a haver festa, ela já perdeu brilho e terá que se fazer sem a Colette, também ela cúmplice da
Rua António Pimentel
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O Homem e o Artista
António Manuel Moita Pimentel nasceu em Condeixa em 22 de Janeiro de 1935.
Ainda adolescente inicia experiência artística com o pintor conimbricense Carlos Ramos e lições de cerâmica com o pintor Mário Oliveira Soares.
Em 1956 participa no 1º Salão de Artes Plásticas dos Novos de Coimbra.
Em 1957 realiza a primeira exposição individual, no Salão Do 1º de Janeiro em Coimbra. Nesse mesmo ano, funda com artistas estudantes o Circulo de Artes Plásticas da Associação Académica de Coimbra, dirigido pelo artista brasileiro Waldemar da Costa.
Em 1959 é convidado pelo Professor Doutor Bissaya Barreto para pintar os murais do Instituto Maternal de Coimbra.
Em 1960 vai para Lisboa onde trabalha numa agência publicitária com Alves Redol, Orlando da Costa, Luís Sttau Monteiro e José Carlos Ary dos Santos.
Convidado pelo Ministério dos Negócios Exteriores do Brasil, realiza uma viagem de estudo por esse país e radica-se no Rio de Janeiro, onde faz um curso de gravura no Museu de Arte Moderna, sob a orientação de Roberto de La Mónica. Ainda no Rio de Janeiro realiza uma Exposição onde obras suas são adquiridas por coleccionadores.
Convidado pela Fundação Calouste Gulbenkian recebe desta uma bolsa de estudo para Paris, onde frequenta o Atelier 17, dirigido por Stanley Thayry e a École Nationale des Beaux Arts, onde obtém o 1º prémio para estrangeiros.
Tendo residido longos anos em França, volta a Portugal em Abril de 1974, não sem antes ter ido a Londres, para assistir à selecção de uma gravura sua para a publicação “European Illustration” e ver os originais serem expostos na Royal Academy of Arts.
Como ilustrador, colabora com diversos escritores destacando-se as ilustrações para o livro de poemas de José Carlos Ary dos Santos, ” As Portas que Abril Abriu”, uma obra de referência acerca de ‘A Revolução dos Cravos’ a propósito do 25 de Abril de 1974.
Radica-se finalmente na sua terra, comprando duas casas: uma em Alcabideque (Casa dos Bentos) e em Bom-Velho, onde instala os seus ateliers. É lá que desenha para os Correios Telégrafos e Telefones, o selo comemorativo do Centenário de Amadeu de Sousa Cardoso e pinturas alusivas aos Descobrimentos portugueses para a Exposição de Sevilha 1992, Jogos Olímpicos Barcelona 1992 e “Escrita” (Literatura Portuguesa).
Expôs pela última vez no ano de 1997. A Casa da Cultura de Coimbra e o Museu Municipal Dr. Santos Rocha, na Figueira da Foz acolheram nesse ano as suas últimas exposições públicas em vida.
Vítima de doença oncológica, Tópi (forma como era tratado pelos amigos) morre em 24 de Abril de 1998 na sua Casa dos Bentos, tendo sido sepultado no dia em que Condeixa comemorava o Dia da Liberdade.

Ao colo da mãe

Com o pai

A criança


No Rancho de Condeixa com Isabelinha Pires da Rocha

Brochura de exposição

O estudante

Com o amigo Raul (que está no Brasil a dar uma força pela Rua António Pimentel)

No "exílio" em França

Maria Barroso, Mario Soares e Manuel Alegre com Pimentel

Catálogo da 1ª Exposição


Colecção Europa

Ilustração do livro "As portas que Abril abriu" (?)




Alcabideque

Com Ary dos Santos

O Pintor

Condeixa no tempo do Cinema Paraiso


O guitarrista



Zeca Afonso capa do LP "Baladas e Canções" por Pimentel

Catálogo da última exposição

Um até breve…
Se quiseres contribuir na recolha de assinaturas para a Rua António Pimentel a petição está aqui: http://www.peticao.com.pt/rua-antonio-pimentel






Como condeixense que tem orgulho na sua terra, muito gostaria de ver nesta vila o nome de Tópi ,numa rua, para assim perpetuar o nome de uma figura ilustre da nossa Condeixa. Só é pena que estas memórias levem tanto tempo a concretizar!
Cara conterrânea,
os autores, peticionários e a Direcção do Orfeão tudo fizeram para homenagearem Tópi.
Neste momento tudo depende de quem de direito – do poder político, isto é, da Câmara Municipal de Condeixa.
António Pimentel, meu Amigo,património da cultura portuguesa merece de todos nós uma justa homenagem, e que o seu nome e obra não fiquem soterrados no esquecimento dos tempos.